A medida em que as atividades humanas foram ocupando as mais variadas regiões do planeta, passamos a identificar diferentes peculiaridades entre essas áreas. Lagos, montanhas, planícies, desertos, oceanos, animais, plantas, culturas, sociedades... Há sempre algo característico em cada pedacinho do planeta que o faz único. Tal como a sensação que nos faz sentir em casa ou mesmo longe dela.
A Terra é repleta desses pedacinhos chamados paisagens. Ela é definida como uma porção distinta e mensurável do espaço na qual se apresenta um padrão espacial com a interação e repetição ao longo desta unidade, entre vários elementos do terreno (agricultura, estradas, florestas, rios, áreas urbanas etc), suas perturbações (ciclone, atividades humanas, erosão etc) e geomorfologia. Portanto, ela é heterogênea e pode ser vista de várias formas de acordo com quem a vê. Essas diversas maneiras em se perceber a paisagem, resultam em variadas interpretações do mesmo espaço.
Ao mesmo tempo em que cada paisagem é singular, traz também um aspecto de generalidade percebido em escala regional. Uma região é uma grande área geográfica composta por várias paisagens. Algumas delas, independentemente se estão na mesma região ou não, podem apresentar elementos similares. Paisagens de agricultura, por exemplo, apresentam características semelhantes, independentes de sua localização.
O homem é o principal agente nas mudanças ocasionadas na Terra. Qualquer esforço de planejamento de nossas paisagens deve incluir a espécie humana em toda a sua complexidade, além de buscar entender os padrões espaciais de organização da natureza. A Ecologia da Paisagem traz uma abordagem coerente com essa necessidade.
