terça-feira, 9 de março de 2010

Será que o Fim está Próximo (Parte 1)


     No período entre o fim de agosto e os primeiros dias de setembro de 1859, grandes auroras boreais puderam ser vistas no céu de vários pontos do planeta. O belo espetáculo de luzes esverdeadas foi documentado nos Estados Unidos, em partes da Europa, Japão, Austrália e até mesmo no México. E o telégrafo deixou de funcionar em vários desses lugares. Não se sabia o que era, mas descobriram logo: Era uma imensa tempestade solar - a maior já documentada. Foi quando se descobriu que elas podem ser belíssimas, mas comprometem os sistemas elétricos.     
    Em março de 1989, uma tempestade solar intensa afetou os canadenses da região de Quebec. A rede elétrica foi a pico e entrou em colapso. Oblecaute durou nove horas e deixou sem energia mais de 6 milhões de pessoas. Na Bolsa de Valores de Toronto, quatro discos rígidos de computador pararam de funcionar um após o outro. O pregão congelou, nem o backup continuava de pé, enquanto a equipe de suporte técnico tentava em vão localizar o causador do mistério. Mais de 6 mil satélites saíram de suas órbitas. O fato é que várias tentativas de prever com exatidão as tempestades solares falharam, mas há um indício inegável: as manchas solares desaparecem da superfície do Sol alguns anos antes do acontecimento: é a tal calmaria antes da tempestade. E isso aconteceu em 2006. Mausumi Dikpati, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR), prevê uma tempestade ainda maior do que a de 1989, só perderá pra de 1859. E a data, segundo ele, é 2012. 
    Coincidência ou não a mesma data da previsão dos Maias sobre o fim do mundo. Caso este fato venha a ocorrer realmente o primeiro equipamento a ser afetado será o sistema de GPS. Atravessar o Oceano Atlântico de veleiro, nessa época, não será uma boa idéia. Principalmente no hemisfério norte, é bem possível que a rede elétrica pare de funcionar em vários locais. Esta será a primeira tempestade solar intensa que viveremos em plena era da internet, das redes sem fio Wi-fi, do GPS,etc. Somos totalmente eletrônicos. Diferentemente da tecnologia do século 19, a do século 21 é bem susceptível aos humores da estrela mais próxima. HDs vão parar de funcionar de uma hora para a outra sem que seus donos compreendam o motivo. A tempestade começa na superfície do Sol, com um vento solar. É um vento rápido, forte, carregado de prótons e elétrons que são lançados no espaço. A carga afeta os vários planetas do Sistema Solar de forma diferente. 
   O campo eletromagnético da Terra nos protege na maioria das vezes da radiação, mas nos picos da tempestade, não há nada que nos salve. Ela chega. O primeiro resultado é o aquecimento da atmosfera. O ar esquenta, a atmosfera se dilata e abocanha um naco que antes pertencia ao espaço. O resultado prático é que satélites de órbita baixa, repentinamente, não estão mais em órbita e sim na atmosfera. Se bobear, alguns caem. A radiação de prótons e íons que entram no planeta afetam microchips. Eles param de funcionar. Apesar de existirem chips resistentes a este tipo de radiação, fundamentais em satélites ou naves espaciais. Aqueles encontrados dentro de nossos computadores não são assim.
     Outra conseqüência da tempestade solar é que ela induz corrente, surge energia elétrica do nada. Em Quebec, o que ocorreu foi isso. Ao encontrar as linhas elétricas, os elétrons se concentraram ali. Deu sobrecarga, o sistema parou. Na primeira vez em que uma tempestade assim foi documentada, em 1859, enquanto vários telégrafos paravam de funcionar, ao menos dois operadores descobriram, estupefatos, que podiam continuar sua conversa normalmente mesmo após desligarem suas baterias. A linha estava eletrificada. 


[2801790978_b1f73afd8f_o.jpg]

Ps¹ Desculpa se nao gosta de ler...

Nenhum comentário: