quarta-feira, 10 de março de 2010

Será que o Fim está Próximo (Parte 2)


    
Em setembro de 1994 foram detectadas fortes perturbações no campo magnético terrestre, com alterações importantes como a orientação migratória das aves e cetáceos e inclusive o funcionamento da aviação. Em 1996, a sonda espacial Soho descobre que o Sol não apresenta vários, mas somente um campo magnético, homogenizado. Em 1997 aconteceram violentas tempestades magnéticas no Sol e em 1998 a NASA detectou a emissão de um potente fluxo de energia vindo do centro da galáxia que ninguém soube explicar. No dia 15 de agosto de 1999 aconteceu uma misteriosa explosão vindo do espaço, e por causa disso algumas estrelas ficaram em eclipse durante horas. As radiações das ondas de rádio, raios gama e raios X multiplicaram sua intensidade em 120%. 
    Os astrônomos Richard Berendzen e Bob Hjellming, do Observatório Radio astronômico do Novo México, qualificaram esse fenômeno como um enigma "digno de uma investigação minuciosa". No dia 20 de janeiro de 2005, uma surpreendente tempestade solar alcançou a Terra com sua máxima radiação 15 minutos após as explosões. Normalmente elas demorariam 2 horas para chegar aqui. Segundo Richard Mewaldt, do Califórnia Institute of Technology, foi a mais violenta e mais misteriosa tempestade dos últimos 50 anos. Os cientistas acreditavam que as tempestades se formavam na coroa solar, pelas ondas de choque associadas a erupções do plasma. Entretanto, neste caso parece haver se originado estranhamente no interior do astro-Rei, segundo afirmou o professor Robert Lin, da Universidade da Califórnia. Os astrônomos ficaram perplexos. O professor Lin – principal pesquisador do satélite Reuven Ramaty High Energy Solar Spectroscopic Imager (RHESSI) – expressou sua conclusão com uma frase muito simples: "Isso significa que realmente não sabemos como o Sol funciona". 
     Resumindo: O inusitado fenômeno de 20 de janeiro de 2005 acabou com os modelos de estudos da nossa ciência sobre o assunto. E por que o Sol produziu uma atividade tão intensa e anômala neste momento? O pico máximo de atividade da nossa estrela no seu ciclo principal de 11 anos aconteceu no ano 2000. Em 2004 os físicos solares observaram uma ausência total das manchas, onde isso sempre anuncia a proximidade de alguma atividade no Sol. Essa atividade mínima só deveria ocorrer em 2006 (como ocorreu), alguns anos antes da máxima, prevista para 2010 ou 2012. Estes fatos fizeram resurgir com força total nas fofocas esotéricas por conta do fim do calendário Maia se dar exatamente neste ano (2012). Coincidência? Talvez, mas o calendário deles (cuja origem se perdeu, mas que provavelmente remonta aos Olmecas) é bem resolvido, fechadinho, em Eras (que equivalem a 13 Baktuns). 
      Segundo suas tradições, ao final de cada Era o mundo é destruído e recriado. A recriação do mundo na nossa Era atual se deu em 3114 a.C. e termina numa sexta, 21 de dezembro de 2012. Essa data, ao contrário da piada que diz que eles simplesmente se cansaram de escrever, não foi escolhida à toa. Nesse dia se dará um alinhamento astronômico muito raro, onde o Sol, no Solstício de inverno, que ocorrerá exatamente às 11:11 do horário universal (UTC), estará alinhado com o centro da nossa galáxia na Via Láctea. Isto marcará o final da Era correspondente ao "Quinto Sol" e o começo de outro ciclo cósmico, chamado "Sexto Sol". 
     Segundo as profecias Maias, a causa física desse término é que o Sol receberia um raio oriundo do centro da galáxia e emitiria uma imensa "chama radioativa" que transmitiria a radiação à Terra e, conseqüentemente, a todo o sistema solar. Este evento acontece antes do começo de um novo ciclo cósmico. De acordo com eles, já ocorreram cinco ciclos de 5.125 anos, completando uma série de 25.625 anos, período muito próximo ao da "precessão dos equinócios", conhecido como "Ano Platônico" ou "Grande ano Egípcio", correspondente a um ciclo completo formado por 12 eras astrológicas (25.920 anos). 
     Cada ciclo finaliza o prazo de uma humanidade (raça) na Terra, primeiro a destruição e depois a regeneração, que traz o ciclo seguinte. No começo de cada ciclo são feitas sincronizações da "respiração" de todas as estrelas, planetas e seres. No dia 11 de agosto de 3113 a.C. os Maias fixaram o nascimento do "Quinto Sol" (A era atual), cujo final será em 2012. A era da água acabou com o dilúvio, a seguinte foi com uma chuva de fogo, e a nossa - chamada de "Era do Movimento" - chegará ao fim com violentos terremotos, erupções vulcânicas e furacões devastadores. 
     A mitologia de várias culturas antigas fala de inundações catastróficas que aconteceram há uns 12.000 anos e de misteriosas chuvas de fogo, há cerca de 5.000 anos, onde pesquisadores como Maurice Cotterell associam a um grande cometa que cruzou a atmosfera terrestre. A profecia Maia também descreve os 20 anos anteriores ao primeiro dia do "Sexto Sol" com certo detalhe. Este ciclo menor, denominado Katum, já chegou a quase dois terços da sua duração total. Ele nos permite verificar até que ponto da atualidade foi cumprido suas profecias e conseqüentemente, decidir se seus acertos merecem suficiente credibilidade. 
     O último Katum – denominado por eles "o tempo do não tempo", teve início no ano de 1992 do nosso calendário, logo após um eclipse do Sol, que eles profetizaram (calcularam?) para o dia 11 de julho de 1991 (e que aconteceu realmente! Coincidência? Seria demais). Segundo o Chilam Balam (livro sagrado Maia) após sete anos do início do último Katum (mais precisamente em 1999) começa uma era de escuridão e de desastres na terra (terremotos, furações e erupções vulcânicas). 
     E como podemos perceber, é a nossa realidade atual. O eclipse de 11 de agosto de 1999 de fato inaugurou um período de cataclismos naturais: No dia 7 desse mesmo mês houve um terremoto de 5.9° (escala Richer) na Grécia, com 218 mortos. Dia 8, inundações catastróficas na China com milhares de mortos. Dia 17, um terremoto de 7.4º na Turquia com 15.000 mortos. Dia 20, um terremoto de 7.6º em Taiwan, com 2.000 mortos. Dia 22, uma cadeia de terremotos entre 2º e 5.2º em todo o planeta. Um terremoto em Oaxaca (México), seguido de grandes incêndios devidos a explosões de gás com mais de 100 mortos, e dia 10 de outubro as chuvas produziram 300 mortos e 500.000 afetados também no México.
    Não se trata de uma lista exaustiva de catástrofes, são somente alguns fenômenos que aconteceram nos dois meses posteriores ao eclipse de agosto. As profecias Maias também falam da aparição de um cometa com alta probabilidade de impacto com a Terra, mas não falam nada sobre aparição de um outro planeta, o tão falado Planeta X ou Nibiru. Talvez os Maias tenham se enganado em suas profecias ou seja tudo pura coincidência, e não seja preciso tantas dores para o parto de uma nova civilização. 
    
  Talvez não tenhamos mais catástrofes do que o normal pra um povo que destrói seu próprio planeta em nome de um tal "desenvolvimento", num mundo onde cada vez mais nossas relações são virtuais e dependentes de aparelhos eletrônicos, em que todos nós teremos de nos deparar com o perigo "real" de "tudo" parar em 2012. Isto não é um texto para deixá-los receosos, mas sim para refletir. Então fica a questão... Será que o Mundo realmente acaba em 2012?

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